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Agridoce

Um mundo à tua medida!

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28/03/16

Terrorismo entre outras coisas

Antes de começar queria apenas advertir a pessoas que não conseguem aceitar opiniões diferentes das suas a não ler este post pois fala exclusivamente sobre a minha opinião sobre o mundo.

 

Á um ano todos nós éramos Charlie, todos nós estávamos virados para Charlie, todos nós tínhamos pena de Charlie que tinha morrido por ter dado a sua opinião e por ter brincado com uma religião.

Todos nós (ou quase todos) dissemos que éramos Charlie, quase todos olhou para os telejornais quando falavam algo sobre Charlie e uma ponta de repugnância cresceu.

Mas com o passar do tempo fomo - nos esquecendo de que éramos Charlie, e, por fim deixamos totalmente de o ser porque Charlie era uma pessoa morta e não se recorda pessoas mortas todos os dias.

Voltamos ás nossas vidas até que depois de pequeníssimos atentados por algumas partes do mundo (que tiraram vidas a algumas pessoas, e mesmo sendo poucas devemos recordar) veio numa sexta - feira 13 um novo atentado. Em Paris, que tirou vidas a uma centena de pessoas.

Nessa altura, decidimos nós rezar por Paris, todos nós (ou quase todos) fomos Paris, rezamos por Paris, fizemos um momento de silêncio por Paris mas ironicamente mais uma vez ser Paris foi muito difícil, rezar por ele também e lembrar as pessoas que morreram também.

E, deixamos de ser Paris. Afinal carregar a Torre Eiffel na cabeça não é para qualquer um,

Agora em Março, bem próximo da Páscoa houve uma tentado, na Bélgica que matou 32 pessoas e fez inúmeros feridos. Hoje ainda somos todos a Bélgica, ainda rezamos pela Bélgica ainda vemos notícias repetidas sobre a Bélgica e sobre os terroristas que decidiram em nome de Alá tirar a vida a pessoas inocentes.

Mas até quando rezaremos pela Bélgica? Até quando lembraremos as suas vitimas?

Deixaremos de rezar assim que as notícias parem de falar disso, porque não nos lembramos, dá demasiado trabalho a lembrar.

E quando se suceder novo ataque vamos rezar, mas vamos esquecer.

Esqueceré mais fácil.

Não podemos fazer grande coisa para ajudar, mas podemos lembrar aqueles que morreram, pudemos rezar por eles e podemos mostrar a essas pessoas que elas usam armas e a nossa arma é o amor (vi esta frase num filme que vi ontem e achei que se adequa perfeitamente). Podemos não esquecer, lembrar.

Podemos mostrar a essas pessoas que não valem nada e podemos mostrar - lhes a luz.

Temos medo, eu tenho medo mas essas pessoas não vão parar até que alguém lhes responda com amor á violência. Essas pessoas precisam de alguém que lhes ponha a mão no ombro.

Muitos de vós pensam que essas pessoas são horríveis pois eu digo - vos que elas se sentem perdidas, sem saída e por isso matam para se sentirem melhor.

Nunca em toda a história se ganhou guerras com amor foi por isso que elas demoraram tanto tempo e fizeram tantas mortes, vamos começar a nossa própria história e vamos mostrar a essas pessoas que não esquecemos, que amamos e que vamos continuar a amarmo - nos uns aos outros mesmo que eles façam ruir o chão.

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